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14 de junho de 2011

OPINIÃO

A violência não tem classe social

EVÂNIO ARAÚJO

Falar-se em violência sem envolver a família, desigualdade social, falta de saúde, educação, desemprego, liberdade de pensamento, entre outros parâmetros é pura utopia ou hipocrisia demais.

É a mais pura balela querer atribuir aos menos favorecidos a responsabilidade pelos altos índices de violência, pois os “ricos” também praticam violência diariamente e às vezes com mais frequência que os pobres, mas abafam, inclusive, parte da imprensa.

A diferença entre um crime praticado por um cidadão de classe menos favorecida e um abastado, é tão somente o ponto de vista como é visto pelos vários seguimentos sociais. A própria polícia e a justiça lidam com o problema de modo diferenciado.

As distinções começam desde a linguagem usada como referência: o pobre, antes mesmo de concretizada as provas, já é meliante, bandido, marginal, etc., enquanto o rico chamam-no de possível suspeito e nos casos mais graves e públicos de indiciado.

Os menos favorecidos se tiverem um bom advogado, ambos já passam a ser motivo de estranheza para alguns, como se um pobre não tivesse o direito a ter uma boa prestação de serviço, seja ela qual for, pois nem sempre o fato de ser pobre é sinônimo de culpa, é apenas um ser mais vulnerável a certas circunstâncias que pode levá-lo ao crime.

Quantos crimes já não foram praticados decorrentes de humilhação? Exploração? Prepotência? Deboche? Traição? Mentira? Ou seja, consequência de uma situação desrespeitosa em relação ao infrator! A família pode ser causa e/ou efeito da violência, depende das circunstâncias do envolvimento e dos fatores decorrentes.

Não adianta um discurso politicamente correto sobre violência, que segurança é um direito constitucional, se não temos a sensatez de combater o mal pela raiz, evitando as situações acima entre outras que não lembro agora.

Não adianta armar a polícia, aumentar o contingente. Tem de evitar a banalização no uso de armas e dá condições de apoio as famílias, único meio de combatermos a violência desenfreada, não somente aqui, mas em todo o País.

O autor é advogado.

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