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19 de julho de 2011

CÂNCER DE MAMA: O mais temido pelas mulheres

O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta freqüência e, sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.

Este tipo de câncer representa nos países ocidentais uma das principais causas de morte em mulheres. As estatísticas indicam o aumento de sua freqüência tantos nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.

No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres.

Os sintomas do câncer de mama palpável são o nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou um aspecto semelhante a casca de uma laranja. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

História familiar é um importante fator de risco para o câncer de mama, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) foram acometidas antes dos 50 anos de idade. Entretanto, o câncer de mama de caráter familiar corresponde a aproximadamente 10% do total de casos de cânceres de mama. A idade constitui outro importante fator de risco, havendo um aumento rápido da incidência com o aumento da idade. A menarca precoce (idade da primeira menstruação), a menopausa tardia (após os 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter tido filhos), constituem também fatores de risco para o câncer de mama.

Ainda é controvertida a associação do uso de contraceptivos orais com o aumento do risco para o câncer de mama, apontando para certos subgrupos de mulheres como as que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, as que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez.

A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é identificada como fator de risco para o câncer de mama, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos.

As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia.

Quando realizado por um médico ou enfermeira treinados, pode detectar tumor de até 1 (um) centímetro, se superficial. O Exame Clínico das Mamas deve ser realizado conforme as recomendações técnicas do Consenso para Controle do Câncer de Mama.

A sensibilidade do ECM varia de 57% a 83% em mulheres com idade entre 50 e 59 anos, e em torno de 71% nas que estão entre 40 e 49 anos. A especificidade varia de 88% a 96% em mulheres com idade entre 50 e 59 e entre 71% a 84% nas que estão entre 40 e 49 anos.

A Mamografia

A mamografia é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros).

É realizada em um aparelho de raio X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável.

Estudos sobre a efetividade da mamografia sempre utilizam o exame clínico como exame adicional, o que torna difícil distinguir a sensibilidade do método como estratégia isolada de rastreamento.

A sensibilidade varia de 46% a 88% e depende de fatores tais como: tamanho e localização da lesão, densidade do tecido mamário (mulheres mais jovens apresentam mamas mais densas), qualidade dos recursos técnicos e habilidade de interpretação do radiologista. A especificidade varia entre 82%, e 99% e é igualmente dependente da qualidade do exame.

Os resultados de ensaios clínicos randomizados que comparam a mortalidade em mulheres convidadas para rastreamento mamográfico com mulheres não submetidas a nenhuma intervenção são favoráveis ao uso da mamografia como método de detecção precoce capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama. As conclusões de estudos de meta-análise demonstram que os benefícios do uso da mamografia se referem, principalmente, a cerca de 30% de diminuição da mortalidade em mulheres acima dos 50 anos, depois de sete a nove anos de implementação de ações organizadas de rastreamento.

O Auto-Exame das Mamas

O INCA não estimula o auto-exame das mamas como estratégia isolada de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo.

As evidências científicas sugerem que o auto-exame das mamas não é eficiente para o rastreamento e não contribui para a redução da mortalidade por câncer de mama. Além disso, o auto-exame das mamas traz consigo conseqüências negativas, como aumento do número de biópsias de lesões benignas, falsa sensação de segurança nos exames falsamente negativos e impacto psicológico negativo nos exames falsamente positivos.

Portanto, o exame das mamas realizado pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado para essa atividade.

MAIS DE 65% DE PACIENTES DIAGNOSTICADOS NO ESTÁGIO INICIAL

De acordo com especialistas, aproximadamente 65% dos pacientes com câncer, diagnosticados no estágio inicial da doença, são curados. Desse total, o percentual de adultos curados chega a 50%. Nas crianças, esse índice é ainda mais representativo: 80% alcançam a cura.

A diferença existente entre o percentual de adultos e crianças curados é explicado, segundo os oncologistas, pelo fato das crianças possuírem um metabolismo mais ágil, e uma grande capacidade de recuperação. Nas crianças, só existem dois tipos de câncer, a leucemia e o linfoma. Nos adultos, por exemplo, há uma alteração nos tipos de leucemia, o que não acontece nas crianças.

O estágio inicial do câncer pode ser definido a partir do tamanho do tumor. Quando o tumor é pequeno, não há comprometimento e não existe doença a distância, ou seja, sem metástase. Claro que existem casos onde os tumores são imperceptíveis, e são descobertos em estado avançado, mas quanto menor o tumor, maiores são as chances de cura.

Nos casos onde o câncer é descoberto em sua fase inicial, o problema pode ser resolvido somente com cirurgia, sem a necessidade de tratamentos específicos, como a quimioterapia e radioterapia. O paciente é considerado curado após cinco anos sem vestígios da doença. O paciente recebe um acompanhamento que pode ser bimestral, trimestral, anual, até que em cinco anos sem sinais da doença ele possa ser considerado curado.

Ainda de acordo com os oncologistas, muitas pessoas só procuram tratamento quando a doença já está visível, e esse é um grande problema. É importante lembrar que a prevenção é o melhor diagnóstico. Se alguém fuma, por exemplo, é preciso procurar um pneumatologista pelo menos uma vez por ano.

A falta de prevenção continua sendo uma das principais causas da doença. Para os especialistas dessa área, a solução, nesses casos, seria o aumento na quantidade de campanhas educativas relacionadas ao tema.

As mulheres hoje iniciam a vida sexual aos 13, 14 anos, e é necessário que elas procurem o ginecologista, que façam a prevenção do câncer do colo uterino. E é comum atualmente mulheres e homens com idades mais avançadas terem uma vida sexual ativa, essas pessoas também precisam se prevenir do câncer. Se a pessoa procura um médico e não fica satisfeita com o diagnóstico, ela precisa tirar suas dúvidas, indo a outro médico, mas é importante que exista a prevenção.

FONTE: INCA

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