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19 de julho de 2011

Dispensada, cozinheira diz que trabalhou sem contrato para a SEMEC e ainda tem pagamento por receber


Marlei Inácio de Souza relatou ao secretário que seu “emprego” teria sido arranjado por uma funcionária da SEMEC identificada por Cida

Da Redação

A cozinheira Marlei Inácio de Souza, moradora do Distrito São Joaquim, procurou a redação do O Tangaraense na semana para denunciar que prestou serviços à SEMEC no período de 14 de fevereiro até o dia 9 de junho sem ser contratada. Pior: ela teve seus serviços dispensados da creche municipal anexa à Escola Estadual Antonio Hortonali na segunda quinzena de junho, e até o presente, não recebeu os salários atrasados, as cópias de seus documentos pessoais (inclusive a carteira de trabalho (cic) ) e seus direitos trabalhistas.

Sensibilizada com a situação enfrentada pela dona de casa, a reportagem a conduziu até a Secretaria Municipal de Educação para repassar o caso ao titular da pasta, o professor Edilson Cruz. O mesmo se disse surpreso com o caso uma vez não entender como o município teria admitido essa mulher para trabalhar numa creche sem os devidos procedimentos legais.

A cozinheira relatou ao secretário que seu “emprego” teria sido arranjado por uma funcionária da SEMEC identificada por Cida, mas com o aval da então secretária. “Elas me chamaram aqui (Semec), pediram meus documentos, inclusive minha carteira profissional, disseram que eu iria prestar serviços ao município, mas seria contratada por uma empresa de São Paulo, que também seria responsável pelos meus pagamentos”, informou.

Ela disse ainda que começou a trabalhar no dia 28 de fevereiro, mas ao final do mês de março teria recebido por 45 dias trabalhados. Um segundo pagamento lhe teria sido feito no dia 15 de maio, oportunidade em que também recebeu por mais 45 dias trabalhados. Daí até a demissão, não recebeu mais pagamento algum.

Ao tomar conhecimento do caso, o secretário de educação disse que iria averiguá-lo para tomar as providências cabíveis. “Não entendo como essa senhora prestou seus serviços por tanto tempo à SEMEC, sem contratação alguma, recebendo seus pagamentos aleatoriamente e por cima sendo demitida sem justa causa estando ainda por receber salários atrasados e seus direitos trabalhistas” completou.

Na presença da reportagem, a chefe de gabinete da SEMEC, professora Lenilce Barbosa manteve contato com a funcionária identificada por Cida para colher informações sobre o caso. A servidora municipal confirmou que pegou os documentos da cozinheira Marlei Inácio e os repassou para uma empresa com endereço estabelecido em São Paulo. Garantindo na oportunidade que os documentos de Marlei seriam devolvidos nesta semana. Mas não falou os direitos trabalhistas dela.

Em face do problema, o secretário Cruz garantiu que a SEMEC reconhecerá a dívida deixada pela empresa e adotará os procedimentos para quitá-la o mais rápido possível. À reportagem ficaram várias indagações. Que empresa era essa que contratava cozinheiras para servir ao município? E por que não contratou Marlei, quase um semestre depois, antes de demití-la? E se não a contratou, por que também não pagou os direitos devidos da servidora? No entanto, a pergunta que quer resposta é essa? Quantas pessoas estão na mesma situação de Marlei Inácio de Sousa?

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