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23 de fevereiro de 2012

Entrevista com o prof. Dorjival Silva - Acompanhe!

Aos 46 anos, Dorjival Silva é detentor de uma carreira profissional e política de destaque. Há oito anos morando em Tangará da Serra estabeleceu seu próprio negócio (uma agência de publicidade e um jornal Impresso, se formou em Pedagogia e está cursando Marketing, tornou-se presidente municipal e vice-presidente estadual do Partido Republicano Progressista (PRP) e disputou em 2010 uma cadeira na Câmara dos Deputados.
 Hoje, o empresário de comunicação, que já atuou em estados como Rio Grande do Norte, Ceará e Goiás, vem sendo visto pela população local e regional como um nome a se fortalecer ainda mais no plano político.
 Dorjival Silva relata nesta entrevista ser possuidor de muitos planos e projetos que visam auxiliar na melhoria da qualidade de vida dos tangaraenses e todos os mato-grossenses. Revela que, seu sonho ardente, é disputar novamente o cargo de deputado federal, e se eleito, fortalecer o projeto de seu partido que é lançar candidatura majoritária aos governos estadual e nacional nas eleições de 2016. Acompanhe.

Viviane Eko : Natural de Patú (RN), como o senhor veio parar na região médio norte de Mato Grosso

Dorjival Silva: Residia em Goiânia quando decidi me mudar para o Mato Grosso. Ouvia dizer que o estado tinha grande potencial na minha área profissional, mas faltava gente qualificada para trabalhar. Como tinha conhecidos em Brasnorte, fui direto para lá, onde atuei até vir para Tangará da Serra, como secretário municipal de comunicação do governo da prefeita Isolete Correia Rodrigues.

VE: Por que o senhor veio para Tangará da Serra

DS: Poderia ter me mudado para Sorriso, Sinop ou Alta Floresta. Mas por vir mantendo contatos profissionais há três anos em Tangará da Serra, e vendo de perto que sua boa infraestrutura me permitia dar passos mais longos, associei isso à vontade que minha esposa tinha de cursar a faculdade de Biologia, na Unemat, e me mudei.



VE: Como se sentiu ao chegar para morar em Tangará da Serra


DS: Na primeira semana que aportei na cidade, comecei a trabalhar na Rádio Pioneira. Enfrentei momentos de dificuldades por conta do baixo salário que recebia. Todavia, tinha o entendimento que aquela situação seria passageira, como foi. Logo abri meu próprio negócio e as coisas positivas começaram a acontecer uma após outra. Trabalhei de empregado, depois instalei uma agência de publicidade, fundei o extinto Jornal da Cultura, e hoje, ajudo minha esposa, a bióloga e acadêmica de Administração de Empresas (Unemat), Franciele Caroline, a administrar o Jornal O Tangaraense.



VE: O senhor também ingressou na política. Como isso aconteceu e o que te motiva a querer permanecer nela



DS: A política entrou no meu sangue desde os tempos que cursava Ciências Sociais na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte. Ora me portando como radical esquerdista, ora de centro esquerda, me tornei um político.  Poderia ter sido vereador, prefeito ou até mesmo deputado estadual no RN. Minha família queria isso. Porém, meus planos eram outros naquele momento. Morando em Mato Grosso e atuando diretamente com questões políticas, o desejo de entrar na vida pública voltou a pulsar. No começo de 2009 recebi um telefonema de Arquibaldo Junqueira, então presidente regional do Partido Republicano Progressista, perguntando assim, “na bucha”, se eu toparia assumir a presidência do PRP em Tangará da Serra. A resposta positiva ao convite saiu naquele mesmo minuto. O crescimento do partido no município e o bom convívio que mantenho com suas principais lideranças me motivam a acreditar que mais cedo ou mais tarde chegaremos à favorável condição de servir melhor a partir do executivo e legislativo a população tangaraense.



VE: O senhor sonha em ser vereador ou prefeito de Tangará da Serra


DS: Desde o primeiro momento que me tornei dirigente partidário trabalho um projeto para fazer o PRP chegar, mais cedo ou mais tarde, ao executivo e o legislativo. Nosso partido tem excelentes nomes para tornar real esse projeto.  Mas, quanto a querer me candidatar para ocupar uma vaga na Câmara Municipal ou ao posto de prefeito, isso ainda não está em meus planos. Embora esteja sendo pressionado, pelas executivas nacional, estadual e nossos filiados, a assumir a condição de pré-candidato a prefeito, tenho insistido veementemente que essa ainda não é nossa hora. Isso não quer dizer que o PRP não participe ativamente das eleições deste ano, buscando com todas as forças junto ao eleitorado a oportunidade de representá-lo nas esferas executiva e legislativa.



VE: O senhor tem repetido reiteradamente em suas entrevistas aos veículos de comunicação da cidade, que pretende disputar novamente uma cadeira na Câmara dos Deputados. O senhor acredita mesmo que poderá triunfar disputando um cargo tão concorrido numa conjuntura política tão dominada por “coronéis” como a que persiste em Mato Grosso


DS: Parto do princípio de que nada é impossível para aquele que trabalha boas ideias e projetos. E eu não estou sozinho nesse projeto. As centenas de famílias mato-grossenses, e especialmente de nossa região, que votaram em Dorjival Silva nas eleições de 2010, não o fizeram por falta de boas opções. Todos são minhas testemunhas que por pura inexperiência protocolei com atraso duas das muitas certidões exigidas pelo TRE para garantir minha candidatura. Quando ganhei no TSE o direito de concorrer ao pleito foi tarde de mais. Somando-se isso, à falta de estrutura até então e por disputar por uma “frentinha” com poucos nomes de expressão eleitoral, era certo que não poderia alcançar grande resultado nas urnas. Mesmo assim, uma base sólida foi instituída. Tornei-me conhecido em Mato Grosso. Fui nomeado pela executiva nacional, vice-presidente estadual do PRP com a responsabilidade de fundar comissões provisórias em todos os municípios do interior. Incumbência que tenho cumprido com determinação. Com isso quero afirmar que Dorjival Silva teria sim, na hipótese de vir a disputar outra vez uma cadeira na Câmara Federal, boas chances, mesmo disputando com “coronéis”.



VE: Caso venha mesmo a disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2014, com quem o senhor gostaria de contar naquela ocasião


DS: Primeiramente precisarei da compreensão e apoio de todos os cidadãos e cidadãs que moram nessa região do pólo de Tangará da Serra.  Sozinho, nosso município ainda não teria condições de eleger um deputado federal. Mas, Tangará da Serra e mais cinco ou seis municípios elegeriam um federal com muita tranquilidade. Isso seria completamente possível se todas as lideranças políticas locais e da região se unissem nesse propósito. As outras regiões pólos de nosso estado compreenderam isso e hoje têm sua representação na Câmara Federal. Juína, uma cidade 50% menor que Tangará da Serra, acreditou e por pouco não tem hoje seu representante na Câmara dos Deputados. Chegou a ter por poucos meses. Lucas do Rio Verde viu seu cidadão por mais de ano em Brasília. Sinop também. Como disse: caso seja novamente candidato a deputado federal, precisarei intensamente da compreensão da população e todas as autoridades políticas de minha cidade, principalmente.



VE: E sobre o quadro sucessório em Tangará da Serra, o senhor já teria alguma posição


DS: Até agora tenho conversado sobre uma possível coligação majoritária apenas com o PC do B. No entanto, o PRP está aberto a conversações com todas as siglas políticas. Temos 21 pré-candidatos ao cargo de vereador e dois nomes que poderão, em tempo oportuno, serem apresentados como pré-candidatos a prefeito ou vice. No geral, creio que a campanha eleitoral desse ano, não será tão turbulenta como as recentemente passadas. A Lei da Ficha Limpa vai contribuir para termos candidatos com novos perfis. Com isso, Tangará da Serra terá grandes chances de ter um governo bem diferente de todos que já teve até então. Mas já estou certo que não votarei e nem recomendarei ao eleitor que vote em quem já passou pelo governo. Precisamos realmente de cara nova na administração municipal.



VE: Sobre os fatos políticos mais recentes registrados em Tangará da Serra o que senhor tem a dizer


DS: Acompanhei a tudo com muita indignação. E confesso nunca ter pensado que o nome de nossa cidade fosse tão enlameado como o foi por atitudes desastradas de meia dúzia de gananciosos. O troca-troca de gestores causou muito mal estar à população. E, além disso, trouxe enorme descrédito para o município no cenário estadual. Tangará da Serra e seu povo foram vítimas de gozação e zombaria, enfim, essa página obscura precisaria ser banida de nossa história.



VE: O senhor acredita que esse trauma será superado pela população tangaraense


DS: A população tangaraense vem acumulando em suas lembranças fatos muito ruins que aconteceram em outros governos. O que aconteceu mais recentemente não foi apenas um fato isolado. Mas, uma continuidade de práticas repreensíveis e, portanto, inaceitáveis pela população. Apagar da mente o que aconteceu no campo político em Tangará da Serra não será coisa fácil. A menos que um governo totalmente desassociado das personagens e partidos políticos protagonistas dos escândalos, seja constituído pela via do voto popular. 



VE: O senhor acredita que Tangará da Serra tem condições de eleger esse novo governo já nessas eleições


DS: Se todos os eleitores tangaraenses tivessem essa consciência, com certeza, elegeríamos um governo totalmente diferente em outubro próximo. Porém, nem todos os cidadãos e cidadãs têm esse entendimento ainda. E pior, o mais agravante na situação, é a força do poderio econômico de alguns pré-candidatos. Lamentavelmente, nas próximas eleições, os candidatos mais próximos dos anseios da população serão patrolados pela força do capital. Ou seja, será prefeito quem tiver mais dinheiro. Todavia, nem por isso, candidatos de partidos pequenos e sem boa soma de recursos estruturais para a campanha devem se amedrontar. Tem mais é que ir pra cima.



VE: Para finalizar, o que seria prioridade hoje para Tangará da Serra


DS: Penso que nossa maior preocupação nesse momento e no pós-eleições, deveria ser a de tirar o município do isolamento político e geográfico em que se encontra. Depois, precisaríamos trabalhar políticas que incentivassem o crescimento econômico e social de todos.  Somando-se isso a pesados investimentos nas áreas de infraestrutura, saúde, educação e habitação, já seria um grande começo. Por fim, diria que Tangará da Serra por si só já é uma cidade vocacionada para o crescimento e passando a contar com uma gestão comprometida com isso, já seria de bom tamanho. Espero que o próximo gestor veja nosso município como uma grande empresa que precisa ser  bem administrada para o presente e o futuro. Obrigado!

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