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30 de março de 2014

“Tenho vergonha de ser professora e neste ano não votarei em político nenhum”, diz.


Por Dorjival Silva

Professora Antônia Lucimeire Oliveira, 41 anos, chorando copiosamente. 
Sobre ela, leia matéria ao final do texto a seguir.

No finalzinho do mês de março de 2014 quero refletir com nossos leitores bem localizados por esse País afora, sobre a questão da aposentadoria. Para essa reflexão farei uso de um depoimento publicado recentemente por uma profissional da educação residente em Belo Horizonte (MG). Portanto, com a palavra, a professora Conceição Auxiliadora Rodrigues Gualberto.

“É duro trabalhar todos os anos propostos pela Constituição Federal, contribuir mensalmente e, no momento de parar de trabalhar, o valor real de a sua aposentadoria ser 35% do valor do seu salário.

Não estou pedindo favor nenhum à Previdência Social, estou apenas questionando essa situação e clamando pelos meus direitos, haja vista que até o auxílio-reclusão é maior que a minha aposentadoria de professora.

Eu, que fui durante 25 anos, trabalhadora das bases, formadora de opinião, trabalhando de maneira árdua para que muitos jovens tivessem uma oportunidade real.

Enfim, cheguei hoje à triste conclusão de que é muito difícil preparar qualquer criança para ser um cidadão, sabendo que o futuro que os pequenos têm pela frente depende dos profissionais da educação, que estão totalmente desvalorizados.

O Brasil é um país que prefere dar esmolas aos cidadãos em troca de votos. País onde uma pavimentação custa mais caro que a construção de uma escola.

Onde os políticos são manipuladores disfarçados de bons moços de família, agindo de maneira ardilosa onde mais se precisa de ajuda. País em que a educação de uma criança vale menos que qualquer banco de estádio construído para a Copa do Mundo.

Eu, quase chegando à terceira idade, assumo de maneira sincera que tenho vergonha de ser brasileira, ser mulher negra e professora e que, neste ano, não votarei em nenhum candidato, para nenhum cargo, em forma de protesto”.

LEIA TAMBÉM: Professora chora diante da aprovação da redução do salário dos professores em Juazeiro do Norte, no Ceará. O corte pode chegar a até 40%

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