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30 de abril de 2014

Servidores são acusados de desviar até R$ 2 milhões


 

Polícia Federal identificou, até o momento, que sete servidores das unidades do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em Cuiabá, Rondonópolis, Cáceres e Pontes e Lacerda concentraram 64,32% de todo o gasto do cartão de pagamento do Governo Federal do IBGE em Mato Grosso, de 2011 a 2013.

A investigação é feita por meio da Operação "Dr.Lao", deflagrada na manhã desta quarta-feira (30). A PF não divulgou os nomes dos acusados.

De acordo com a PF, de 2011 a 2013, o IBGE gastou pouco mais de R$ 1,4 milhão no cartão.

Desse total, os sete servidores foram os responsáveis pelo gasto de R$ 903 mil, que corresponde a 64,32% do total gasto pelas quatro unidades do IBGE. A maioria do dinheiro gasto foi sacado.

Os valores movimentados por meio de saque podem ser ainda maiores, pois de 2007 a 2013 esses sete servidores movimentaram R$ 2 milhões.

Mas, não foi possível analisar os gastos por meio de saque anteriores a 2011, pois o Portal de Transparência do IBGE só fornece os dados a partir de 2011 e o Portal da Transparência da Controladoria Geral da União não traz o detalhamento dos saques.

"Notas frias"

Na tentativa de forjar a legalidade do gasto, eram apresentadas notas fiscais "frias" de empresas que não estavam mais em funcionamento; recibos falsos emitidos, inclusive, por pessoa já falecida; e pagamento por serviços que sequer foram prestados.

Pelo esquema, foram feitos pagamentos de serviços de recarga de cartuchos, compra de toner e peças para embreagem por um posto de combustíveis. Em cinco processos foram identificados seis recibos emitidos por dois supostos prestadores de serviço diferentes assinados com rubricas idênticas.

Por meio de nota, o Ministério Público Federal manifestou-se favoravelmente ao pedido de busca e apreensão de documentos e equipamentos e de prisão feito pela Polícia Federal, durante a investigação do esquema de fraude.

Estão sendo cumpridos os mandados de busca e apreensão e de prisão temporária autorizados pela Justiça Federal, com o objetivo de desarticular o esquema criminoso e concluir a investigação.

A prisão temporária tem o prazo de cinco dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade.

Depois do concluída a investigação, as informações serão novamente encaminhadas ao Ministério Público Federal que poderá propor ações criminal (denúncia) e cível (improbidade administrativa) contra os envolvidos no esquema de fraude dos cartões corporativos. Mídia News

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