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23 de maio de 2014

Não há data definida para Riva e Éder Moraes serem ouvidos pela Polícia Federal


O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não definiu a data em que o deputado estadual José Riva (PSD) e o ex-secretário de Estado Eder Moraes (PMDB) devem prestar depoimento acerca de seus envolvimentos no esquema de lavagem de dinheiro e crime contra a ordem financeira investigado pela Polícia Federal.

Ambos estão presos em Brasília desde a última terça-feira (20), quando foi deflagrada a quinta fase da operação Ararath em Mato Grosso.


Riva e Eder foram inicialmente detidos na sede da superintendência da Polícia Federal, mas a expectativa é que fossem transferidos para o presídio da Papuda.

A defesa do social-democrata, representada pelo advogado Valber Melo, aguarda a apreciação de um pedido de relaxamento da prisão impetrado ainda na terça-feira. Já o advogado de Eder Moraes, Paulo Lessa, deve protocolar um recurso semelhante nesta sexta-feira (23).

O ex-secretário é acusado de se servir o chamado “banco clandestino” operado por Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, “tanto como interlocutor da classe política mato-grossense quanto para fins próprios”, diz trecho da decisão do ministro do STF Dias Toffoli que autorizou as prisões preventivas.

Riva, por sua vez, é acusado de se utilizar de bens e recursos públicos da presidência da Assembleia Legislativa, mesmo estando afastado do cargo desde maio do ano passado.

A decisão de Dias Toffoli cita ainda que o social-democrata teria realizado, pelo menos, um empréstimo junto a Júnior Mendonça no valor de R$ 469 mil. O depósito teria sido feito em favor de Benetti Prestadora, segundo depoimento do empresário, a pedido de Riva.

No recurso, a defesa do deputado argumenta não haver elementos suficientes para justificar que ele permaneça preso, uma vez que sempre colaborou com as investigações, prestando todas as informações quando foi solicitado.


Em sua decisão, o ministro do STF ressalta, no entanto, que Riva e Eder exercem forte influência sobre os Poderes em Mato Grosso e, por isso, além de serem mantidos presos, essas detenções deveriam ser cumpridas fora do Estado.

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