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23 de maio de 2014

Polícia Federal está de olho no VLT de Cuiabá


As obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) podem ser o próximo alvo de investigação da Polícia Federal. A expectativa se dá diante da entrega de documentos sobre o caso à PF pelo ex-secretário de Estado Eder Moraes (PMDB).

A informação é do promotor de Justiça Marcos Regenold. Ele e Eder são alvos da quinta etapa da Operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal na última terça-feira (20).


Membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Regenold é investigado por, supostamente, ter instruído Eder nos depoimentos que este deu à PF como colaborador.

Acontece que o ex-secretário é acusado pelo Ministério Público Federal de ter tentado atrapalhar as investigações, direcionando denúncias contra adversários políticos.

Em nota oficial, Regenold nega a acusação e sustenta ter sido apenas a “ponte” entre o ex-secretário e a PF. Entre os documentos fornecidos, segundo ele, estão informações sobre “a construção do VLT e eventuais fatos que soubesse a respeito do conselheiro do TCE, Antônio Joaquim, bem como fatos relacionados ao então magistrado, Julier Sebastião”, diz trecho da nota.

As suspeitas de irregularidades no certame para construção do VLT, orçado em quase R$ 1,5 bilhão, começaram em 2012, quando o então assessor especial da Vice-governadoria, Rowles Magalhães, denunciou que membros do governo do Estado receberam propina de R$ 80 milhões para viabilizar a vitória do Consórcio VLT Cuiabá na concorrência.

Investigações foram instauradas nos ministérios públicos do Estado e Federal, além da própria Polícia Civil, sob responsabilidade do delegado Gianmarco Paccola Capoani.

Em março deste ano, no entanto, o MPE teve acatado pela Justiça seu pedido de arquivamento da apuração na esfera estadual sob a alegação de insuficiência de provas.


Nenhuma das demais investigações surtiu efeito até o momento. DC

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