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24 de maio de 2014

Veja entrevista Blairo Maggi sobre seu envolvimento no escândalo na operação ararath


“Vou deixar a política”

O senador Blairo Maggi estava na Europa, na terça-feira, quando a Polícia Federal desencadeou a Operação Ararath, em Mato Grosso, e prendeu, entre outros, o governador Silval Barbosa, seu sucessor, amigo e parceiro. Citado como beneficiário de um esquema clandestino de financiamento de campanha, o parlamentar negou envolvimento no caso de corrupção no estado e, dizendo-se bastante constrangido com a situação, anunciou que vai deixar a política assim que terminar seu mandato no Senado, em 2018.

As investigações apontam o senhor como destinatário de empréstimos fraudulentos.
Isso não procede. Eu jamais fiz operação alguma com o intuito de receber recursos. Um amigo meu pediu um aval no banco. Fiz um favor, ele não conseguiu pagar e me cobram a dívida.
Mas o relatório do Supremo Tribunal Federal diz que o empréstimo “espúrio” era para o senhor.
Nosso grupo fatura uns 5 bilhões de dólares por ano. Não precisaria simular um empréstimo de 380.000. Os números são muito desproporcionais. Quem faz esse tipo de acusação deveria ter um pouco de senso para saber que isso não combina conosco. Deveriam antes pedir uma explicação. Mas não, chegam e detonam com todo mundo.
O delator do esquema também disse que o senhor era beneficiário do dinheiro.
Eu nunca vi esse cidadão. De repente ele aparece e diz que teve negócio comigo? De que jeito? O grande problema de tudo isso, além dos custos de defesa, é o risco de imagem que você tem.
O senhor é um aliado do governo. Isso cria algum tipo de mal-estar?
Os órgãos de controle têm de ser independentes. Fiquei oito anos como governador e incentivei todos os órgãos para que tivessem orçamento, mobilidade, para poder fazer as coisas. Não acredito nessa história de perseguição. O cara faz o trabalho dele, ninguém pode prevaricar, por isso que a democracia funciona.
O senhor se considera um bom político?
Os empresários que têm vontade de entrar na política vêm conversar comigo e normalmente falo para não entrarem. Hoje, os sistemas de controle do Executivo acabam sendo falhos, você não consegue implementar as mesmas mudanças que os órgãos de controle. Ser político é uma atividade de altíssimo risco. Não é recomendável às pessoas que têm negócios fazer política. Eu, por exemplo, Já marquei a data. Vou deixar a política.
Como assim?
Assim que terminar meu mandato de senador, encerro minha carreira. O Brasil tem muitos desses problemas, os interesses são muito grandes e as pessoas circulam muito próximo do poder. E muito complicado. Para você se enrolar, basta um descuido. Não disputo mais o Senado. Não disputo mais nada. Vou voltar para minha casa e vou ser feliz. Já dei minha participação nesse processo todo. Do blog de Adriana Vandoni

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